sábado, 30 de agosto de 2008

PROCURA-SE SG!



A Organização das Nações Unidas vêm por meio deste iniciar sua campanha "Procura-se um Secretário Geral".

Enquanto Geórgia e Rússia envolvem-se num conflito sem precedentes nos últimos anos e as tensões entre os russos e o Ocidente elevam-se; enquanto o Zimbábue continua em um impasse institucional, e Mugabe se recusa a deixar o poder; enquanto o governo de Musharraf cai e a situação do Paquistão é incerta; enquanto a Mauritânia vê seus militares darem um golpe no presidente...

POR ONDE ANDA NOSSO SECRETÁRIO GERAL?

A ausência de condenações, demonstrações de preocupação e articulação política por parte de nosso SG nos faz lançar esta campanha para que, no mínimo, saibamos por onde anda nosso querido SG.Estamos abertos a opçõe alternativas, como Secretários-Gerais reciclados!

Interessados no posto favor entrar em contato com koffiannan_wannabe@un.org.

Grata,

Nações Unidas

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Do que estamos tentando nos proteger, afinal?

Em 2005, tivemos o plebiscito sobre o Desarmamento. Tão logo a notícia do polêmico plebiscito fora divulgada, eu, sinceramente, acreditava que todos votariam a favor do desarmamento. Afinal, do alto de todo meu conhecimento absoluto e inquestionável de 18 anos de idade sabia que armas eram ontologicamente “erradas”. Como eu seria a favor de algo que foi construído essencialmente para matar outros seres humanos?

Minha surpresa e conseqüente decepção com os brasileiros começou na faculdade de Relações Internacionais. Um professor, despretensiosamente, fez uma votação informal para saber o que pensávamos. Em uma turma de cinqüenta, 12 eram a favor do desarmamento. Uma turma de futuros internacionalistas? Pessoas que deveriam pensar o mundo e se preocupar com o futuro da humanidade. Aquilo me pareceu muito errado. Na minha turma de Direito o número de pessoas a favor era basicamente o mesmo, mas minha turma tinha cem pessoas. Todavia, o resultado na minha turma de Direito era esperado. Eles tinham uma visão mais egocêntrica. Todos queriam ser juízes, promotores e delegados, ter porte de arma, ser cidadãos de bem e utilizarem suas armas para se protegerem da patuléia que os cercava no centro da cidade no caminho para o ônibus do condomínio com ar-condicionado.

Estamos em 2008, e hoje, com 21 anos, eu vejo as coisas de maneira diferente. Eu entendi. Afinal, quantas pessoas morrem no Brasil por armas de fogo, 550 mil (entre 97-03)? O que é isso comparado aos conflitos Israel-Palestina? Em que 125 mil pessoas morreram em 53 anos de conflito ou na Guerra do Golfo? Que matou o quê? Cerca de 2 mil pessoas, no máximo? Não se entende o resultado da votação até perceber quem morre por armas de fogo. Se você é jovem (15 a 29 anos), do sexo masculino, negro ou pardo, e de baixa renda, parabéns! Você tem 500% mais chance de morrer por armas de fogo do que qualquer outro. Isso na nossa adorável América Latina, que possui 14% da população, mas 42% dos homicídios por armas de fogo no mundo. Mais uma vez, as eleições de 2005 reiteraram a mentalidade brasileira (e aqui eu não entro nem na discussão institucional) de manutenção da ordem para as elites e repressão de uma maioria minoria desprivilegiada.

O que me deixa mais frustrada é que as pessoas não percebem que, na verdade, nessa violência armada TODOS perdem. O BID fez uma avaliação que para reverter os efeitos da violência armada a América Latina teria que gastar 170 bilhões. Muitos questionam: ah, mas o que o Brasil tem a ver com isso?

1 – o Brasil faz parte da América Latina quer vocês queiram ou não;

2 – o Brasil é o maior exportador regional de SALW (Small Arms and Light Weapons, também chamadas de Armas Pequenas e Armamento Leve - Apal);

E o que os cidadãos “de bem” têm a ver com isso?

- Existem, pelo menos, 650 MILHÕES de armas de fogo no mundo nas mãos de civis, o que corresponde a 75% do total. Eles são a maior fonte do mercado ilegal, visto que todo anos, são esses “cidadãos de bem” que compram mais de 80% das armas de fogo fabricadas no mundo inteiro. E atualmente, essas armas são utilizadas em quase todos os conflitos do mundo por serem baratas, fáceis de usar e portáteis.

Hoje, como eu já havia dito, eu penso de maneira diferente. Eu não sou contra as armas porque elas são ontologicamente erradas. Eu sou contra porque eu sei que elas atrasam o desenvolvimento quando elas destroem os aparatos do Estado, além de tornar a segurança pública em um desafio muito maior ou uma quase guerra. Eu sou contra porque eu sei que elas tornam mais fácil que outros crimes como estupro e roubo ocorram. Eu sou contra porque só até junho desse ano 241000 pessoas haviam morrido diretamente por armas de fogo, isso sem contar as mortas por causas relacionadas. Eu não quero esse sangue em minhas mãos, agora que eu sei, eu não posso me esquivar da responsabilidade. E você? O que vai fazer a respeito?

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Análise: Rússia reconhece formalmente independência de Ossétia do Sul e Abhkhazia

Link para reportagem: http://www.nytimes.com/2008/08/27/world/europe/27russia.html?_r=1&ref=world&oref=slogin

No dia de hoje o presidente Dmitri Medved, seguindo orientação e pedido do parlamento, reconheceu formalmente a independências das regiões da Ossétia do Sul e da Abhkazia, que fazem parte do território da Geórgia (ao sul da parte européia da Rússia). Como resposta, o presidente georgiano, Mikheil Saakashvilli, convocou uma reunião de emergência com seus ministros, além de ter afirmado que essa é prova irrefutável da não-retirada russa de seu território, além de clara violação a fundamentos basilares do Direito Internacional, como a soberania e não-intervenção. Seus protestos fizeram eco à reação norte-americana, tendo Condolezza Rice descrito a ação como "lamentável", e da UE, tendo tanto Sarkozy como Merkel as descrito como "violação ao princípio da integridade territorial". O presidente Saakashvilli continuou afirmando que isso é mais que uma afronta somente à Geórgia, mas a todo o Direito Internacional que rege as relações das potências ocidentais e, corroborando com essa idéia, é muito pouco provável que países de alguma importância no Sistema Internacional venham a seguir os passos do reconhecimento russo.

A questão pode ser olhando por diferentes primas, sendo eles:
=> Rússia: as regiões há anos tinham uma independência de facto do governo georgiano, sendo muito mais próximas de Moscou que de Tbisli. O ponto de mudança no status quo que vinha se estendendo já há alguns anos foi a repressão, dias atrás, de forças separatistas pelo governo central da Geórgia, retaliado prontamente pelas forças russas - criando, finalmente, uma desculpa para a intervenção e a oportunidade perfeita em apoio mais ativo à separação. Uma contradição interessante quando confrontada à situação da Chechênia, que pede a mesma separação e é recebida com a mesma leveza de um elefante.
=> Geórgia: são parte de seu território e estão querendo se separar. Tem o Ocidente ao seu lado, mas uma Rússia cobiçosa de uma nova (e própspera) região que pode ser anexada/entrar em sua esfera direta de influência, o que é bastante incômodo. Tenta se utilizar de mecanismos multilaterais, como a ONU, para aumentar seu poder na questão - ainda que "as fraquezas" dessas organizações, como a incapacidade de ação sem a aprovação da própria Rússia, não ajude muito nesse ponto...
=> Ocidente: a Rússia está crescendo. Novamente. A continuação da diplomacia expansionista e confrontadora que Putin iniciou (e obviamente continua orquestrando, agora como Primeiro-Ministro) é razoável quando traz consigo petróleo, gás e novos lugares para se investir, mas essa confrontação tem um limite - que pode estar chegando. Os próximos passos dos EUA e da UE e, principalmente, a resposta da Rússia pode arrefecer ou abalar ainda mais a tímida confiança que vem do pós-Guerra Fria.
=> ONU: Não é nova a situação, mas teremos, provavelmente, um novo Iraque. Tal qual 5 anos atrás, nada o CS poderá fazer ou deixar de fazer enquanto a Rússia tiver seu veto. O que leva ao repensar da função da organização: paz mundial para quem?
=> Mundo: Tudo pode acabar em pizza. Ou não. É interessante como a situação no mundo vem estremecendo nos últimos 7 anos. Ainda que seja um mero marco histórico e pouco tenha a ver com isso, o 11 de Setembro determina uma nova era: saímos do "Pós-Guerra Fria", essa zona incerta em que uma possível unipolaridade estabelecer-se-ia. Entramos em uma era de nova contestação hegemônica; por ora, ainda só pela economia (vide o crescimento chinês, a crise americana...), mas o que não impede uma contestação mais direta em alguns casos. A Rússia pode ter dado esse primeiro exemplo hoje. Mas o principal a se ter em mente é a lembrança que, independente de declínios de antigos hegemons, a contestação dessa liderança e sua mudança efetiva é sempre feita, no limite, por vias belicosas. O século passado testemunhou duas guerras mundiais e uma ameaça de quase 50 anos de guerra nuclear. Rezemos para que as disputas continuem só econômicas...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Lata para o Brasil!

Nas últimas 24 horas, sofrendo com o desempenho sofrível brasileiro, tive a oportunidade de ver as 3 pratas que agora figuram no malfadado "Quadro de Medalhas". Três ocasiões bem distintas. Pois bem, à elas:
- Na vela, Scheidt e Prada se recuperaram de um oitavo lugar para conseguir o segundo de forma suada (e com a sorte ao lado, é verdade). Começaram mal a semana, viram que estavam com uma estratégia errada para os poucos ventos de Beijing (dos quais, a propósito, eles tinham conhecimento, mas decidiram arriscar por ser onde são os melhores) e mudaram nas últimas provas: chegaram entre os primeiros em todas essas e acabaram com a segunda posição. Se tivessem velejado com inteligência desde o início o ouro era certo, mas ok, errar é humano. E parabéns pela prata, foi uma excelente conquista dada a situação.
- No futebol feminino, sempre fomos melhores. Jogamos melhor e mais bonito. Mas errados. Chutão pra frente e "toca pra Marta e Cristiane que elas se viram" NÃO é estratégia. Tomamos 4 contra-ataques: um entrou, outro bateu no pé da trave. Até tentamos de todas as maneiras, estávamos sem sorte, é verdade - mas aí vem o Oscar, pedante como ele só, e fala "A sorte acompanha os preparados". Pois é. Nós jogamos futebol. Elas jogaram futebol com tática. Elas ganharam. Prata.
- No vôlei de praia masculino, começamos bem. 8 a 2 no primeiro set. E perdemos a cabeça. No segundo set, parecia que íamos pra vala - e em 4 saques viramos e vencemos o set! Isso dá enredo de filme de Sessão da Tarde que explica a superação, né? Não. No set seguinte, perdemos de 15 a 4. Sim, 15 a 4. Na final de uma Olimpíada. Jogamos errado o tempo todo. Perdemos a cabeça. E o jogo.
A verdade é que a grande maioria dos esportes brasileiro parecem ser formados por amadores, sem nenhum preparo psicológico. O desespero, o descontrole, o desamparo - essas são as marcas do Brasil nessa Olimpíada. Assim caímos no Judô com o Derly; no basquete; no handball, masculino e feminino; no atletismo, com o Diego e com a Jade... enfim. Caímos. No choro, no desespero, na derrota.
É possível que ainda tenhamos a "melhor participação do Brasil nas Olimpíadas"! Algo bem pífio. Eu arriscaria 3 ouros, 4 com sorte. Mais que isso é esperar muito de uma delegação que veio "favorita" como nunca e desapontou, quase que inteiramente, como sempre. Não que uma prata ou bronze não tenham valor - claro que sim! Quando duas desconhecidas levam o bronze na vela, como a Oliveira e a Swan, é algo maravilhoso. Ou mesmo no Judô (ainda que todos esperassem algo BEM melhor que essa participação do Brasil).
O grande problema é rever a dificuldade de sempre: a defesagem técnica e psicológica dos atletas brasileiros com relação aos de elite. Sem essa de "somos heróis porque temos pouco investimentos" - claro que é verdade para a maioria dos esportes, mas dado o intercâmbio, o apoio e o investimento do próprio judô, por exemplo, três bronze são nada! E falar que não há investimento em futebol no Brasil é nos chamar de palhaço.
Há o mal investimento. E há a falta de preparo psicológico - a famosa "hora do vamos ver".
E há os palhaços que vão dormir às 2 da manhã pra ver um vexame de 15 a 4. E que perdem seu tempo escrevendo sobre isso. Esses são os piores, sem dúvida.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

"Unhappy America" ou Mal-estar da Potência

Em uma de suas últimas edições, a revista inglesa "The Economist" trouxe em sua capa a bela imagem da estátua da liberdade de costas, sentada em posição reflexiva, enquanto Constituição e tocha repousavam no chão. A imagem ilustrava a reportagem sobre o humor dos americanos, que parece hoje em um estado só comparável ao dos anos 70 pré-Reagan. E isso tudo antes das Olimpíadas.

A inspiração inicial pra esse post veio do meu choque quando soube que todos os jornais e TVs americanos estavam divulgando o quadro de medalhas olímpico pelo total de medalhas, e não pela contagem de ouros, como se faz de forma usual, para que os EUA permanecessem à frente da China. A minha surpresa foi logo dissipada quando descobri que, na verdade, essa sempre foi a maneira de se representar o quadro nos EUA, e que mesmo o COI não endossa nenhuma classificação em específico. Mesmo assim, a lavada que a China vem dando nos americanos não deixa de incorporar-se a um certo mal-estar que a grande potência parece sentir; uma certa incapacidade de compreender um mundo que, ora bolas, há pouco parecia-lhes tão simples.

As pesquisa de opinião nos EUA indicam que mais de 80% dos americanos se dizem insatisfeitos com o rumo que o país toma. 80%!!! Isso na nação que se define pelo american way of life, american dream, american century! A própria construção da nação americana necessita nessa crença do “paraíso na terra” que a América oferece: se os franceses são os cidadãos da República e os alemães o folk da terra, os americanos são a gente que cruzou os mares, desbravou o continente e por isso pode ter um Hummer na garagem! Sem Hummer, sem Budweiser (na mão dos Europeus, derrota das derrotas!), enfiados os pés nas areias do Afeganistão e do Iraque, os americanos simplesmente não entendem quem são...

E agora as Olimpíadas! Os norte-americanos, sempre donos das piscinas, quadras e circuitos, vêem os antes inofensivos chineses se distanciando no número de ouros (no momento que escrevo são 17 medalhas a mais para os chineses) e aproximando-se no quadro total (são 12 a mais para os americanos). E isso porque os EUA têm o fenômeno Phelps!! Caso o nadador-peixe resolvesse declarar independência e inscrever-se nas Olimpíadas como a República Aquática Michael Phelps, seriam 8 medalhas douradas a menos para os EUA, ou mais de 25% de suas medalhas de ouro! Tudo bem que um Phelps não é produto do acaso, mas de muito investimento; mesmo assim, é um número surpreendente para a maior potência olímpica em décadas.

E, para finalizar, agora me aparecem as pesquisas que dizem estar o McCain na frente do Obama! O McCAIN!! Perdoe-me, mas não posso deixar de achar que isso é reflexo das Olimpíadas!! “Obama? Sendo aplaudido por malditos alemães em Berlim?? Prefiro o McCain, torturado por norte-vietnamitas, mas que depois sai de lá and kick their asses!”

É amigos, o blues norte-americano, causado por derrotas econômicas, militares e olímpicas, parece estar levando à descrença em que “We Can Change” oferecida por Obama...Na dúvida, pensam norte-americanos encolhidos em casa, comendo Kit-Kat, fiquemos com o bom velhinho republicano....

Tensão Pré-Eleitoral

Eleições são uma época complicada. Principalmente se você é morador da Zona Norte/Oeste do Rio.

- Não, meu comentário não foi preconceituoso, eu moro no Maracanã... -

Hoje, no ápice da minha irritação vou elencar o que mais me irrita em campanhas:


- Carros de som - Os caras que dirigem essas coisas claramente ficam surdos no final do dia, acredito que entre a garotinha e o Crivella e seus malditos anúncios, eu perdi 35% da minha audição;

- Santinhos que cobrem as ruas e entopem bueiros (decidi não votar em candidatos que vir com vários santinhos no chão, mostram uma clara falta de preocupação com o meio-ambiente e falta de capacidade de planejamento urbano);

- Candidatos com muitas pessoas carregando bandeiras e cartazes: primeiro, claramente as pessoas que fazem isso ganham mal; segundo, isso mostra que o candidato tem dinheiro, mas em vez de utilizá-lo em estratégias mais sustentáveis e apelativas ao seu eleitorado, resolveu explorar a miséria humana, ou seja, ele não merece meu voto!


Bem, não vou entrar na discussão política e em quem eu vou votar... Mas pelo menos, com esses critérios já fica fácil descobrir em quem eu NÃO vou votar...

Início da Propaganda Política no Rio

Se há algo que me divirto em ver mesmo antes de poder votar é campanha política. Não de prefeito, governador ou presidente, pois os candidatos líderes na pesquisa são politicamente corretos demais para falar qualquer coisa que possa chocar (ou divertir) o eleitor (nota importante: o salário mínimo de 1000 reais para as eleições de 2002 do candidato Rui Costa Pimenta foi excepcional, nesse caso).

Mesmo nas campanhas para Senador isso é bem incomum. Agora, a propaganda para deputados estadual e federal são ricas em promessas estapafúrdias, trejeitos, frases-prontas e "Você me conhece!" Mas se há realmente diversão na propaganda eleitoral é quando a gente presta atenção nos Vereadores. Quem presta atenção ou leva a sério os Vereadores? Provavelmente mais de 80% da população não lembra do seu último candidato! Então, o que eles fazem? Não se levam a sério!

Pois bem, melhores momentos da campanha do Rio, hoje a tarde:
=> Meu nome é Fulano. O 007. XX007. Vote em quem você confia. O 007. XX007! (...)
=> Eu já fui governador do Rio! E agora minha filha quer ser candidata a Vereadora! Pela cultura, educação, emprego; Fulana! (Vocês sabem quem é o governador. Parem e pensem: cultura, educação, emprego? Pobre filha...)
=> Já foi provado que aqueles que têm o dinheiro controlam a política e que o voto não resolve nada, somente a mobilização das massas! Por isso, peço seu voto! (Então... ele quer nosso voto pra controlar a política porque tem dinheiro? õ.o)
=> Os outros dois são iguais, se quer mudar, por uma Caxias melhor, vote.... (Ela realmente não diz QUEM são os outros dois - mas eles são maus, muito, muito maus...)
=> "Quem bate cartão não vota em patrão" (É o lema do PCO, mas é que eu acho ele excepcional em qualquer ocasião!)
=> Na última eleição eu não fui eleito por 8 votos. Nessa, conto com a sua ajuda para me divulgar! (Ele não ter sido eleito talvez seja indício de ALGUMA coisa, não?)
=> Você me conhece...[insira sua abobrinha aqui] (Número de vezes falado: 8)
=> Primeira candidatura:...[insira sua mentira aqui] (Número de vezes falado: 3)
=> [Bla, bla, bla]...saúde, educação e cultura! (Número de vezes falado: 15)

E esse foi o primeiro dia... esperemos (por favor!) por mais!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Rock & Pop

Desde conversas com amigos, até matérias em revistas especializadas, sempre ouço as palavras “Pop” e “Rock” usadas para distinguir um estilo de música do outro (geralmente o outro do um). Acontece que, na minha cabeça, aparece uma daquelas janelas do Windows dizendo “Erro Fatal! Este processador efetuou uma ação ilegal”. Rock e Pop são mesmo estilos opostos?.
Para mim, Pop é abreviação de popular, que se distingue, no caso da música, de erudita(o). O Rock é um estilo de música que posso encaixar dentro da categoria Pop. Então, por exemplo, Beatles, e Paralamas tocam Rock. Ambos são bandas Pop(ulares), pois, por exemplo, suas canções tocam direto na radio. É bem verdade que tocam menos do que eu gostaria, mas mesmo assim são bandas populares. Seu objetivo é que qualquer pessoa, independente de ter estudado algo de música, escute suas músicas e possa reproduzi-las em casa. Convenhamos que é bem mais fácil se juntar a alguns amigos e tocar Cazuza do que Haydn, por exemplo. Não que se juntar pra tocar Haydn seja necessáriamente chato.
A Orquestra Sinfônica Brasileira, por mais que tenha mais cartazes espalhados pelo Rio de Janeiro do que, sei lá, Secos e Molhados, não toca música Pop. Claro! Seu principal público é de pessoas que têm mais estudo de música do que um cidadão médio. Isto quer dizer que “música erudita é só para intelectuais, enquanto música popular exclusiva para o povão”? De forma alguma. Arthur Dapieve é um erudito em música popular, e as apresentações da OSB na praia de Copacabana enchem... Bem menos do que os Rolling Stones, é verdade, mas enchem.
O Rock é, por excelência, música popular. A primeira transmissão ao vivo via satélite de uma apresentação de música na História foi com os Beatles apresentando “All You Need is Love”, em 1967. Vão me dizer que 400 milhões de pessoas (mais do que a população do Brasil Inteira) ouvindo uma mesma banda não a torna popular? Ou que os Beatles não tocavam Rock?
Acho que quando a galera que só curte Led Zeppellin, Queen, e outras bandas inquestionavelmente de rock, perceber o fascínio de bandas mais populares – que não significa necessariamente passar a gostar de Capital Inicial - daremos um passo a consolidar a nação Rock no Brasil. Porque hoje em dia a coisa está triste. A não ser que se busque bandas independentes, qual é o rock que mais ouvimos? Jota Quest e Charlie Brown Junior. Desse jeito eu até estou considerando frequentar a OSB na praia...